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Dentes afetados pelo bruxismo: Quais as opções de tratamento e como evitar agravar o problema?

dentes afetados pelo bruxismo

Dentes afetados pelo bruxismo: Quais as opções de tratamento e como evitar agravar o problema?

Os dentes afetados pelo bruxismo são um dos sinais mais evidentes da condição e indicam que a mandíbula está submetida a esforços repetitivos que ultrapassam o limite natural. Alguns estudos recentes apontam que entre 22% e 30% da população mundial apresenta esse hábito involuntário, seja durante o sono ou em momentos de vigília. No Brasil, o índice é ainda mais expressivo: cerca de 40% das pessoas já convivem com o problema

Uma pesquisa realizada num público de  universitários brasileiros, constatou que 31,6% já apresentam sinais de bruxismo, sendo que os caninos os dentes mais afetados, são esses dentes os responsáveis por 5,3% do desgaste identificado. Para se ter uma ideia, nos adolescentes de Belo Horizonte, outro levantamento constatou que a maioria apresentava ao menos um dente com desgaste no esmalte.

Se você percebe alterações nos seus dentes ou desconforto na mandíbula, é hora de prestar atenção e buscar orientação profissional. Pequenos cuidados hoje podem evitar dores e desgastes maiores amanhã, preste atenção se guir nas formas de tratar os dentes afetados pelo bruxismo.

Quais as opções de tratamento para o bruxismo?

Escolher um tratamento adequada depende da avaliação precisa da causa do problema e do grau de comprometimento. Normalmente, o dentista inicia com placa de mordida para proteção, e o tratamento pode se expandir para psicoterapia, fisioterapia ou Botox, caso os sintomas persistam.

As opções mais usadas são as seguintes:

Placas interoclusais (placas miorrelaxantes ou de mordida)

São dispositivos de acrílico feitos sob medida por dentistas. O paciente usa principalmente à noite. Elas não impedem o ato de ranger ou apertar os dentes, mas protegem o esmalte dentário contra desgaste, fraturas e sobrecarga da articulação temporomandibular (ATM). Além disso, ajudam a redistribuir a força da mordida, diminuindo dores musculares e articulares. Geralmente é o tratamento inicial mais indicado.

2. Tratamento odontológico

Quando o bruxismo já causou danos, tais como dentes desgastados, lascados ou alterações na mordida, o dentista pode propor restaurações em resina ou porcelana, próteses e, em alguns casos, ajustes oclusais (pequenas correções na mordida para equilibrar os contatos entre os dentes). O objetivo é restaurar a função mastigatória e prevenir problemas mais graves.

3. Medicamentos

O uso de fármacos é considerado em casos de dor intensa ou quando há associação com ansiedade e distúrbios do sono:

  • Relaxantes musculares noturnos (para diminuir a contração exagerada);

  • Ansiolíticos ou antidepressivos (quando o bruxismo está ligado a estresse ou transtornos de ansiedade, sempre com acompanhamento médico);

  • Analgesia temporária (anti-inflamatórios ou analgésicos para aliviar dor aguda).
    O uso é geralmente por curto prazo, pois não trata a causa, apenas ajuda a controlar sintomas.

4. Toxina botulínica (Botox)

A aplicação é feita diretamente nos músculos da mastigação (masseter e temporal). A toxina reduz a força da contração muscular sem afetar funções básicas, como mastigar ou falar. É indicada em casos mais graves, quando a dor é intensa ou quando outros métodos não foram suficientes. O efeito dura em média de 4 a 6 meses e precisa ser reaplicado periodicamente.

5. Fisioterapia e exercícios de relaxamento muscular

A fisioterapia conta com ultrassom terapêutico, laser de baixa intensidade, calor local e técnicas manuais de liberação muscular. Além disso, exercícios orientados ajudam a alongar e relaxar a musculatura da face e do pescoço, reduzindo dores e melhorando a mobilidade da mandíbula.

6. Psicoterapia, técnicas de controle do estresse e higiene do sono

O bruxismo muitas vezes tem ligação direta com estresse, ansiedade e má qualidade do sono. Por isso, técnicas de relaxamento (como meditação, respiração profunda e Mindfulness), psicoterapia cognitivo-comportamental e hábitos de higiene do sono (rotina regular, evitar cafeína e telas antes de dormir) podem reduzir a intensidade dos episódios.

7. Tratamento de distúrbios do sono

Em alguns pacientes, o bruxismo é secundário a condições como apneia obstrutiva do sono. Nesses casos, é essencial investigar com um médico especialista em sono e, se necessário, tratar com CPAP, aparelhos intraorais para apneia ou outras medidas. A tendência é do problema se agravar caso nenhuma medida seja tomada.

Como evitar agravar o bruxismo?

O bruxismo nem sempre pode ser totalmente evitado, mas há medidas que ajudam a não agravar o quadro e a reduzir a frequência ou a intensidade dos episódios. As estratégias atuam tanto no cuidado direto com os dentes e músculos, quanto na diminuição dos fatores desencadeantes.

1. Reduzir tensões emocionais e físicas

O estresse e a ansiedade estão entre os principais gatilhos do bruxismo. Por isso, adotar práticas de relaxamento, como alongamentos, meditação, respiração profunda ou até atividades físicas regulares, ajuda a descarregar a tensão acumulada e evita que ela se traduza em apertamento dos dentes.

2. Evitar hábitos que sobrecarregam os músculos da mastigação

Mascar chiclete com frequência, morder objetos duros (tampas de caneta, unhas, gelo) ou até apoiar o queixo com força na mão pode intensificar a sobrecarga nos músculos faciais e piorar as dores. Todos esses comportamentos devem ser evitados para não agravar o desgaste.

3. Cuidar da postura

Postura curvadas durante o uso do computador ou celular por várias horas, aumentam a tensão no pescoço e na mandíbula, ambos estão totalmente interligados. Por isso, é necessário manter a coluna e o pescoço alinhados para reduzir os reflexos musculares que pioram o quadro de bruxismo.

4. Higiene do sono

Dormir bem tem impacto direto. Isso inclui manter horários regulares para dormir e acordar, evitar telas antes de deitar, reduzir cafeína e álcool no período noturno e preparar um ambiente silencioso e confortável para o descanso. Distúrbios de sono não tratados podem agravar o bruxismo.

5. Observar e corrigir o apertamento durante o dia

Algumas pessoas não percebem que apertam ou rangem os dentes durante o dia. Uma forma prática de se conscientizar é criar lembretes no celular ou no computador para checar a posição da mandíbula. O ideal é manter os lábios fechados, os dentes levemente afastados e a língua repousando suavemente no céu da boca.

6. Buscar acompanhamento profissional

As consultas regulares com dentista permitem ajustar a placa interoclusal, restaurar danos precocemente e identificar alterações na mordida que podem estar intensificando o problema. O apoio psicológico ou médico é igualmente importante para controlar fatores emocionais ou neurológicos associados.

Assim, a forma de não deixar o bruxismo piorar está ligada a proteger os dentes e músculos e controlar fatores desencadeantes, principalmente estresse e qualidade do sono.

Conclusão

O desgaste dental provocado pelo bruxismo tende a continuar caso não tenha a atenção adequada, ou seja, a tendência é que se agrave. Por isso, compreender a condição, identificar os sinais iniciais e buscar orientação profissional o quanto antes é muito importante para evitar os desdobramentos e o impacto na saúde global que esta doença causa. Tenha em mente que o cuidado precoce amplia as chances de preservar os dentes e manter a saúde bucal sob controle.

Se você já notou mudanças no sorriso ou suspeita que o bruxismo esteja impactando sua rotina, vale marcar uma avaliação com um especialista. Com acompanhamento adequado, é possível definir o tratamento certo e cuidar do equilíbrio da sua saúde de forma integral. Entre em contato com a Clínica Orthos de Joinville e agende uma visita.