Quer saber tudo sobre implantes dentários? A ausência dentária modifica profundamente a dinâmica da boca. Além do impacto estético, a perda do dente afeta diretamente funções essenciais como mastigação, fala e até mesmo a manutenção do osso alveolar. O osso alveolar, diferentemente de outros ossos do corpo, depende da presença dos dentes para manter sua densidade e volume e a falta de estímulo mecânico causado pela raiz do dente gera reabsorção óssea progressiva.
A implantodontia é a técnica capaz de substituir o dente perdido de forma fixa e integrada, por meio da inserção de um implante, que geralmente é um parafuso de titânio ou zircônia, no osso maxilar ou mandibular, e que servirá de base para a prótese. A referida técnica revolucionou a odontologia contemporânea conferindo maior estabilidade, melhora da função mastigatória que fica muito próxima do natural com preservação óssea.
Em 2024, o mercado brasileiro de implantes dentários movimentou aproximadamente 217 milhões de dólares, com uma projeção de crescimento anual superior a 8% até 2030, segundo dados da Grand View Research. Diante deste cenário, é fácil notar que há uma demanda em expansão por tratamentos que restauram a função e também atendam às expectativas de qualidade de vida, durabilidade e bem-estar.
Leia com atenção o conteúdo que preparamos sobre implantes dentários e tire todas as suas dúvidas.
O que são e em que casos os implantes dentários são recomendados?
O implante dentário é um procedimento cirúrgico que consiste na colocação de um pino, geralmente de titânio, diretamente no osso da mandíbula ou da maxila. A peça funciona como uma raiz artificial, permitindo que sobre ela seja fixada uma prótese que substitui o dente perdido de maneira fixa e estável. A principal vantagem é que essa integração do implante ao osso, um processo conhecido como osseointegração, permite recuperar tanto a função mastigatória quanto a estética do sorriso, além de ajudar a preservar o volume ósseo da região.
A indicação do implante é bastante ampla, mas deve ser cuidadosamente avaliada. Geralmente os implantes dentários são recomendados para pacientes que perderam um ou mais dentes e que possuem uma estrutura óssea capaz de receber os implantes. Também pode ser indicado em situações de edentulismo total, em que todos os dentes de uma arcada foram perdidos, permitindo a fixação de próteses completas com maior conforto e estabilidade.
Além disso, casos de fraturas dentárias irreparáveis, cáries extensas que inviabilizam a preservação do dente ou perdas decorrentes de doenças periodontais também são situações em que o implante pode ser indicado. O sucesso do procedimento depende de uma avaliação minuciosa do estado de saúde do paciente, do controle de doenças sistêmicas, da qualidade óssea e da adoção de cuidados adequados antes e depois da cirurgia.
O que é osseointegração?
A osseointegração é a união íntima entre o implante e o tecido ósseo, sem a presença de tecido fibroso intermediário, garantindo estabilidade mecânica e biológica do sistema, resultado de um processo biológico complexo, no qual o organismo reconhece o implante como um elemento estável e inicia a remodelação óssea em sua superfície.
A superfície do implante, especialmente quando tratada com técnicas como jateamento ou acidificação, é projetada para acelerar essa adesão.
O tempo para a completa osseointegração varia conforme a região anatômica, tipo ósseo e condições sistêmicas do paciente. Em geral, a mandíbula, que possui osso mais denso apresenta um período médio de três meses, enquanto a maxila, com osso menos compacto pode demandar até seis meses ou mais.
Além da densidade óssea, o metabolismo de cada paciente e fatores como tabagismo, controle glicêmico, uso de medicamentos e higiene bucal influenciam diretamente o sucesso da integração.
A cirurgia de implante dentário e a dor: o que esperar?
A cirurgia para colocação do implante dentário é, em sua essência, uma intervenção cirúrgica que envolve a manipulação dos tecidos moles e a perfuração do osso alveolar para acomodar o implante. Durante o procedimento, a anestesia local elimina a sensação dolorosa, garantindo conforto absoluto.
Porém, o pós-operatório pode trazer desconfortos típicos da cicatrização cirúrgica. A dor que surge nesse momento está associada à resposta inflamatória natural do organismo ao trauma causado, incluindo o edema (inchaço) e a liberação de mediadores químicos responsáveis pela sensibilização das terminações nervosas.
Nas cirurgias mais simples, a dor costuma ser moderada e controlável com analgésicos comuns prescritos pelo dentista, como dipirona ou paracetamol. Os anti-inflamatórios também podem ser recomendados pelo profissional.
A duração típica desse desconforto é de dois a quatro dias, com diminuição gradual. Nos casos em que houver necessidade de procedimentos complementares, como enxertos ósseos, o edema e a dor podem ser um pouco mais prolongados, demandando acompanhamento rigoroso.
No entanto, é importante ressaltar que dor intensa e prolongada, acompanhada de febre, secreção purulenta ou aumento do inchaço após os primeiros dias, indica possível infecção ou complicações, devendo ser avaliada imediatamente pelo profissional responsável.
Tempo de recuperação dos implantes dentários
O tempo de recuperação após a colocação dos implantes dentários transcende a simples cicatrização da gengiva. O principal fator que determina esse período é o processo de osseointegração.
Contudo, o processo não é uniforme para todos os pacientes. Dependendo da localização do implante e da densidade óssea, a recuperação pode ser mais rápida ou exigir um período prolongado. Em geral, para a mandíbula, três meses são suficientes para garantir estabilidade mecânica adequada, enquanto a maxila pode exigir de quatro a seis meses.
Durante o processo de osseointegração, o paciente deve ter cuidado ao mastigar, evitando alimentos duros, ou seja, reduzindo a carga mastigatória. Em alguns casos específicos e com planejamento rigoroso, é possível realizar a carga imediata, ou seja, o dente provisório é instalado no mesmo dia da cirurgia. Porém, essa técnica depende de estabilidade primária do implante e condições ósseas ideais, não sendo a regra para a maioria dos pacientes.
O paciente deve seguir as orientações do cirurgião dentista rigorosamente, como alimentação adequada, higiene bucal cuidadosa, evitar fumar e realizar repouso relativo, especialmente nos primeiros dias.
Cuidados no pós-operatório da cirurgia de implantes dentários
Os primeiros dias após a cirurgia são decisivos para o sucesso do implante dentário. Por isso, manter uma rotina de higiene oral adequada, sem agredir a área cirúrgica, previne infecções e facilita a cicatrização. Normalmente, o dentista indica o uso de enxaguantes com clorexidina para controle bacteriano.
A alimentação precisa ser leve e de fácil mastigação, como sopas e caldos, nos primeiros dias, evitando mastigação na região operada. O paciente deve evitar o consumo de bebidas quentes e alimentos irritantes contribui para o conforto e recuperação.
Outro ponto é o fumo: O hábito de fumar interfere negativamente na cicatrização e na integração do implante ao osso, elevando a chance de insucessos no tratamento. O consumo de cigarro causa redução da circulação sanguínea e enfraquece o sistema imunológico, facilitando, portanto osurgimento de infecções.
Por fim, o controle de doenças sistêmicas como diabetes é imprescindível, pois níveis glicêmicos elevados desaceleram a cicatrização e aumentam o risco de complicações.
Possíveis complicações nos implantes dentários e como identificá-las
Embora os implantes dentários apresentem altas taxas de sucesso, algumas complicações podem ocorrer. A mais frequente é a peri-implantite, uma inflamação dos tecidos ao redor do implante, causada pela presença excessiva de biofilme bacteriano e resposta imunológica exacerbada.
Vale frisar que se não diagnosticada e tratada precocemente, a peri-implantite pode levar à perda óssea e mobilidade do implante. Por isso, o acompanhamento clínico periódico é fundamental.
Outras complicações são a falha na osseointegração, que pode resultar na perda precoce do implante, cujas causas comuns são trauma cirúrgico, sobrecarga precoce do implante, má qualidade óssea ou condições sistêmicas mal controladas.
A dor persistente, o edema que não regrediu após uma semana, a presença de secreção e a mobilidade do implante são sinais de alerta para o paciente, que deve buscar atendimento odontológico imediato.
Impactos funcionais e estéticos dos implantes dentários
A retomada da função mastigatória completa permite maior variedade alimentar e melhor digestão, enquanto a estabilidade da prótese elimina incômodos comuns em dentaduras removíveis, como movimentos indesejados e dores mucosas.
Por outro lado, do ponto de vista estético, a restituição do dente proporciona harmonia facial, suporte dos tecidos moles e restaura o sorriso com naturalidade. O implante, por estar integrado ao osso, evita o rebaixamento ósseo que acarreta alterações faciais, como o achatamento do terço inferior da face.
A sensibilidade ao toque e à pressão, embora reduzida comparada a dentes naturais, é recuperada por meio da osseopercepção — uma capacidade neurológica que permite ao paciente perceber forças mastigatórias e ajustar a intensidade da mordida.
A importância do profissional especializado em implantes dentários
O sucesso dos implantes dentários está diretamente ligado ao grau de experiência e conhecimento técnico dos profissionais envolvidos. O implantodontista deve realizar avaliação clínica detalhada, exames de imagem para analisar a qualidade e quantidade óssea, além de planejar o procedimento considerando fatores individuais.
A execução técnica precisa, a escolha do implante adequado e o acompanhamento no pós-operatório são determinantes para evitar complicações e garantir longevidade ao tratamento.
Implantes dentários: Perguntas frequentes
Qual o custo de um implante dentário em Joinville?
Em Joinville, o valor de um implante dentário costuma variar bastante, dependendo do caso clínico e da complexidade do tratamento. Em média, o custo por unidade gira em torno de três a quatro mil reais, considerando procedimentos mais simples. Quando há necessidade de exames adicionais, enxertos ósseos ou próteses mais elaboradas, esse valor pode ser maior. Para saber o investimento real no seu caso, é essencial passar por uma avaliação detalhada com um profissional especializado, que poderá indicar o melhor plano de tratamento conforme suas condições clínicas.
Dói colocar implante?
Você não sentirá dor durante o procedimento, e o desconforto pós-operatório é bem administrável.
Quantos implantes posso colocar de uma vez?
Até a boca toda pode ser reabilitada dependendo do planejamento.
O implante é considerado prótese fixa?
Sim, é prótese fixa, pois é fixada ao osso através do pino e não removível pelo paciente.
Implante impede câncer bucal?
Não. Entretanto, qualquer alteração (nódulo, ferida que não cicatriza) deve ser avaliada com urgência.
O implante dentário dói muito?
A colocação de um implante dentário não dói durante a cirurgia, pois ela é feita com anestesia local, que bloqueia completamente a dor no momento do procedimento. Depois da cirurgia, é comum sentir algum desconforto e dor leve a moderada, resultado da inflamação natural dos tecidos e do osso que foram manipulados. O grau de dor varia de pessoa para pessoa, mas para a maioria dos pacientes, a dor não é intensa e diminui rapidamente com os cuidados adequados. Caso a dor persista ou piore depois de alguns dias, é importante buscar avaliação profissional para descartar infecções ou outras complicações.
O implante pode cair com o tempo?
Sim, embora os implantes dentários tenham uma taxa de sucesso muito alta, que geralmente acima de 95% quando o procedimento é bem planejado e realizado, existe a possibilidade de falha e perda do implante ao longo do tempo. Isso pode ocorrer por diversos motivos, como falha na osseointegração (quando o implante não se fixa adequadamente ao osso), infecções peri-implantares (peri-implantite), sobrecarga mastigatória precoce, má higiene oral, doenças sistêmicas descontroladas (como diabetes), tabagismo ou problemas técnicos na colocação.
A perda do implante é relativamente rara, mas pode acontecer especialmente se o paciente não seguir as orientações de cuidado pós-operatório e manutenção. Por isso, o acompanhamento regular com o dentista é fundamental para monitorar a saúde do implante e da estrutura óssea ao redor, prevenindo possíveis complicações que possam levar à perda do implante.
Quanto tempo após ter feito o implante pode colocar o dente?
O tempo para colocar o dente definitivo sobre o implante dentário varia conforme vários fatores clínicos. Geralmente, após a cirurgia de colocação do implante, é necessário aguardar o período de osseointegração, que é o processo de união do implante ao osso, que varia de 3 a 6 meses.
Em alguns casos específicos, quando há estabilidade primária muito boa do implante e condições ósseas favoráveis, é possível realizar a chamada carga imediata, que consiste em colocar uma prótese provisória no mesmo dia da cirurgia. Porém, essa técnica não é recomendada a todos indistintamente, havendo contraindicações.
Após a osseointegração, que garante a fixação adequada do implante, o dentista realiza a moldagem para confeccionar o dente definitivo, que será instalado posteriormente. Por isso, o tempo total desde a cirurgia até a colocação do dente definitivo é diferente para cada caso, mas, em média, fica entre 3 e 6 meses.
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