Nas últimas décadas, a odontologia estética passou por uma transformação, alguns tratamentos que antes eram voltados mais para o aspecto funcional, hoje também consideram fatores como cor, textura e naturalidade dos dentes restaurados. Nesse contexto, um número crescente de pessoas tem optado por substituir as antigas restaurações metálicas, compostas por amálgama, por materiais mais modernos, como a resina composta e a porcelana.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Odontologia Estética (ABOE), existe um consenso no sentido de que a estética do sorriso afeta diretamente qualidade de vida e até mesmo o desempenho profissional dos pacientes, e isso está diretamente ligado ao grau de insatisfação com a aparência do sorriso. Pesquisas recentes publicadas em periódicos odontológicos brasileiros como o Brazilian Journals indicam que restaurações em resina ou porcelana podem oferecer durabilidade igual ou até superior às metálicas, especialmente quando o paciente mantém uma rotina consistente de higiene bucal e realiza visitas regulares ao dentista. Ainda assim, a decisão de trocar esse tipo de restauração não deve se basear unicamente em questões estéticas.
Há aspectos clínicos relevantes que precisam ser avaliados com cuidado tais como o estado da estrutura dentária, a extensão da restauração e o tipo de material mais indicado para cada caso.
Quais são os motivos para trocar restaurações metálicas?
A troca geralmente é motivada por questões estéticas, já que o amálgama é escuro e bastante perceptível ao sorrir. Contudo, há outros fatores que justificam a substituição, como infiltrações, fraturas do dente, sensibilidade aumentada ou sinais de deterioração da estrutura restaurada. Além disso, embora o uso do amálgama ainda seja considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde, ele contém mercúrio em sua composição, o que levanta preocupações em pacientes mais sensíveis a metais.
Outro ponto importante é o envelhecimento do próprio material. Com o tempo, as restaurações metálicas podem se expandir ou contrair com mudanças de temperatura, aumentando o risco de trincas no dente restaurado.
Qual é a diferença entre resina e porcelana?
A resina composta é um material versátil, moldável e de aplicação direta, ou seja, o dentista pode fazer a restauração em consultório, em apenas uma consulta. Ela é indicada para áreas com menos carga mastigatória e oferece um ótimo resultado estético. No entanto, pode ser mais suscetível ao desgaste e à alteração de cor ao longo dos anos.
Por outro lado, a porcelana, geralmente utilizada em forma de blocos ou facetas, exige maior planejamento e é produzida em laboratório. O material é resistente, duradouro e com ótima capacidade de se integrar ao tom natural dos dentes, o que favorece um resultado discreto e harmônico. Por isso, costuma ser recomendada para restaurações mais extensas ou para dentes posteriores.
A troca de restaurações metálicas é segura?
Sim, desde que seja realizada por um profissional qualificado. O procedimento exige atenção para evitar a inalação ou ingestão de partículas de amálgama durante a remoção. Muitos consultórios utilizam técnicas específicas de isolamento e aspiração para minimizar riscos e preservar a saúde do paciente.
Além disso, a remoção deve ser criteriosa para evitar a perda de estrutura dentária saudável. Nem sempre é necessário trocar todas as restaurações metálicas: o dentista pode indicar a substituição apenas nos casos em que há comprometimento clínico ou desejo do paciente por um resultado mais estético.
Como saber qual material é mais indicado para o meu caso?
A escolha depende de uma análise criteriosa, que envolve localização do dente, extensão da restauração, hábitos mastigatórios e orçamento do paciente. Nos dentes posteriores, em que há maior força para mastigação, a porcelana tende a apresentar maior resistência e longevidade. Por outro lado, para pequenas restaurações em dentes anteriores, a resina geralmente é suficiente e mais acessível.
Vale lembrar que nem sempre a porcelana será a opção mais “durável” em qualquer cenário. Pacientes com bruxismo, por exemplo, podem danificar restaurações cerâmicas se não utilizarem placas protetoras durante o sono.
A estética muda muito após a troca?
Sim, e para melhor. Tanto a resina quanto a porcelana permitem reproduzir com precisão a cor e translucidez dos dentes naturais. A ausência do brilho metálico, especialmente em sorrisos mais amplos, causa um impacto visual imediato. Muitos de nossos pacientes relatam aumento na autoestima e mais confiança ao sorrir.
Além disso, essas restaurações favorecem a higiene bucal, são mais bem adaptadas ao contorno gengival, facilitando a escovação e reduzindo o risco de cáries marginais.
Existe diferença no custo entre os materiais?
Sim. A resina composta costuma ter um custo mais acessível, tanto por ser de aplicação direta quanto pelo material em si. Por outro lado, a porcelana demanda etapas laboratoriais e múltiplas consultas, o que eleva o custo do tratamento. No entanto, sua durabilidade compensa esse valor ao longo dos anos, especialmente em casos de restaurações extensas.
O importante é avaliar o custo-benefício para cada situação específica. Em caso de dúvidas, pergunte ao seu dentista de confiança, ele vai te orientar sobre as possibilidades, prazos e garantias envolvidos em cada tipo de material.
É possível manter a restauração estética por muitos anos?
Sim, desde que o paciente mantenha uma rotina de cuidados consistente — como escovação com escova macia, uso diário do fio dental, consultas periódicas ao dentista e, quando indicado, uso de placas noturnas — os resultados tendem a ser duradouros e estáveis. A longevidade da restauração está diretamente relacionada à higiene bucal e aos hábitos do paciente, como evitar roer unhas, abrir embalagens com os dentes ou consumir alimentos muito duros.
Alguns estudos atuais indicam que as restaurações de porcelana podem durar entre 10 e 20 anos quando bem cuidadas, enquanto as de resina apresentam boa performance por 5 a 10 anos, com possibilidade de retoques ao longo do tempo.
Conclusão
A decisão de trocar uma restauração metálica por resina ou porcelana deve considerar mais do que apenas a aparência. Isso porque a saúde bucal, funcionalidade e durabilidade são fatores igualmente importantes. Por isso, é importante entender as opções, avaliar os prós e contras de cada material e contar com o acompanhamento de um dentista de confiança para um tratamento seguro. Na dúvida, converse com um especialista. Cada sorriso tem uma história, e, por isso, merece um cuidado feito sob medida. Entre em contato com o atendimento da Clínica Orthos de Joinville e agende uma visita você será atendido por um de nossos excelentes dentistas.
