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Como curar a halitose crônica?

26012019 RFER0575

Como curar a halitose crônica?

A halitose crônica costuma ter relação direta com condições bucais, como cáries ativas, inflamações gengivais e acúmulo de saburra lingual. Em outros casos, pode estar ligada a fatores sistêmicos, incluindo alterações respiratórias, digestivas ou metabólicas. Por isso, a avaliação clínica deve ser criteriosa, considerando tanto a saúde bucal quanto possíveis causas externas à cavidade oral.

Leia a seguir e compreenda melhor como curar a halitose crônica!

O que é mau hálito crônico?


O mau hálito crônico, ou halitose crônica, é caracterizado por um odor persistente que se origina na boca. Ao contrário do mau hálito passageiro, que aparece por ingestão de certos alimentos, bebidas ou higiene oral inadequada e desaparece com escovação e cuidados simples, o mau hálito crônico persiste mesmo quando a boca é limpa corretamente e os hábitos de higiene são mantidos.

As causas são diversas, envolvendo desde alterações na cavidade oral, como acúmulo de placa, gengivite ou cáries, até condições sistêmicas, como distúrbios digestivos ou respiratórios.

Quais as causas da halitose crônica?

A halitose crônica tem origens variadas. Na maioria dos casos, a origem é oral, ou seja, as bactérias acumuladas na língua, dentes e gengiva produzem compostos sulfurados que geram o odor característico. As doenças periodontais, cáries não tratadas e inflamações na boca também são causas frequentes da doença.

Alguns inflamações respiratórias como: sinusite crônica, amigdalite e infecções nas vias aéreas superiores liberam secreções que, ao entrarem em decomposição, produzem odor desagradável.

Nos casos mais raros, a halitose crônica tem origem sistêmica. O refluxo gastroesofágico, alterações intestinais, diabetes descompensado, doenças hepáticas e renais podem gerar gases ou metabólitos que atingem a boca e provocam mau cheiro.

O refluxo gastroesofágico (DRGE), por exemplo, faz com que a acidez do estômago retorne ao esôfago e à boca, causando mal odor.

A infecção por Helicobacter pylori, bactéria ligada a úlceras estomacais, também pode gerar mau hálito em alguns casos.

Algumas condições intestinais, como a síndrome do intestino irritável (SII), podem contribuir para a halitose devido à fermentação excessiva de alimentos pelas bactérias intestinais, resultando na produção de gases com odor desagradável.

Outros fatores como estilo de vida também influenciam. Logo, hábitos como fumo, consumo excessivo de álcool e alimentação muito rica em proteínas podem intensificar o odor, mesmo sem doença evidente.

A xerostomia, ou boca seca, é outro fator importante. A saliva tem função de limpar a boca e neutralizar bactérias e quando sua produção diminui, essas bactérias se acumulam e aumentam o mau cheiro, tornando a halitose mais persistente.

Como saber se o mau hálito vem do estômago?

Para entender se o mau hálito tem origem no estômago é preciso descartar primeiro as causas bucais e respiratórias, que são muito mais comuns. Após descartar essas possibilidades, e se o odor persiste, é preciso investigar o sistema digestivo.

Alguns sinais sugerem envolvimento gástrico: gosto amargo ou ácido na boca, refluxo frequente, sensação de queimação, arrotos com odor forte e desconforto abdominal. O cheiro associado ao estômago tende a ser ácido ou azedo, diferentemente do odor sulfuroso típico de causas orais.

O diagnóstico envolve exames médicos. A endoscopia digestiva alta permite identificar refluxo gastroesofágico, gastrite ou úlceras. Os testes para Helicobacter pylori ajudam a detectar infecções que podem gerar mau hálito. Os exames de sangue ou de imagem complementam a investigação.

Portanto, só é possível atribuir o mau hálito ao estômago quando as causas bucais e respiratórias foram descartadas e há evidência clínica ou laboratorial de alteração digestiva.

Quais exames detectam a halitose crônica?

Os exames são a forma indicada para identificar a causa do mal hálito. No consultório odontológico, os métodos mais usados são:

1. Avaliação organoléptica

É a forma mais tradicional, em que o profissional percebe diretamente o odor da expiração do paciente em diferentes momentos (respiração bucal, nasal ou após manter a boca fechada por alguns minutos). Embora seja subjetiva, ainda é bastante usada.

2. Halímetro

Trata-se de um aparelho que mede a concentração de compostos sulfurados voláteis (CSV) no ar expirado. Esses compostos são os principais responsáveis pelo mau cheiro, geralmente produzidos por bactérias na língua e gengiva. É um exame rápido e fornece dados objetivos.

3. Cromatografia gasosa

É o método mais preciso, pois identifica e quantifica diferentes gases responsáveis pela halitose, como enxofre, metilmercaptana e dimetilsulfeto. Por ser mais caro e menos acessível, é realizado apenas em centros especializados.

4. Outros exames

Quando há suspeita de causas não bucais, o dentista pode solicitar apoio médico. Endoscopia digestiva alta ajuda a investigar refluxo gastroesofágico; exames de imagem (como tomografia de seios da face) avaliam sinusites crônicas; exames laboratoriais de sangue podem apontar alterações metabólicas, hepáticas ou renais que contribuem para o mau hálito.

Como saber se mau hálito vem do intestino?

O mau hálito de origem intestinal é relativamente raro, mas pode acontecer em situações específicas. Para diferenciar, o primeiro passo é descartar as causas mais comuns, que estão na boca (língua, gengiva, cáries) ou no trato respiratório (sinusite, amigdalite).

Alguns sinais levantam suspeita de origem intestinal ou gástrica: presença de refluxo frequente, gosto amargo ou ácido na boca, arrotos com odor desagradável, distensão abdominal e constipação. Nessas situações, o odor não se deve a bactérias da boca, mas ao retorno de gases ou conteúdo do sistema digestivo.

A endoscopia identifica o refluxo gastroesofágico ou gastrite os testes respiratórios, como o de hidrogênio expirado, ajudam a investigar sobrecrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO), os exames de fezes e de sangue avaliam alterações metabólicas ou inflamatórias.

Portanto, só é possível afirmar que o mau hálito vem do intestino quando um médico descarta as causas bucais e respiratórias e encontra uma alteração digestiva compatível. O caminho correto é começar a avaliação pelo dentista e, se necessário, seguir para o gastroenterologista.

Como curar a halitose crônica?

A halitose crônica é tratada a partir da eliminação da causa específica. Na maioria dos pacientes, a origem está na boca, no acúmulo de placa bacteriana na língua, gengiva inflamada ou dentes comprometidos. O tratamento em consultório geralmente envolve raspagem da língua, profilaxia profissional, raspagem e alisamento radicular em casos de periodontite e restaurações de cáries. Os referidos procedimentos removem as fontes de mau odor que não podem ser controladas apenas com escovação em casa.

A escovação diária deve atingir todas as superfícies da boca, o dorso da língua, ponto onde se concentram bactérias que liberam gases responsáveis pelo mau hálito. O fio dental deve ser usado diariamente, já que resíduos entre os dentes fermentam e contribuem para o mau hálito. Conforme o caso, o dentista recomenda enxaguantes específicos, formulados para reduzir a carga bacteriana sem alterar excessivamente a flora natural da boca.

Quando a investigação mostra que a causa não é odontológica, é necessário encaminhar para outros especialistas. Alguns problemas como refluxo gastroesofágico, infecções respiratórias de repetição, diabetes descompensado e alterações hepáticas ou renais também podem gerar halitose persistente. Nesses casos, o tratamento envolve o controle da doença sistêmica.

Ou seja, não existe uma solução única: o manejo da halitose crônica combina procedimentos clínicos, cuidados diários bem orientados e, quando necessário, acompanhamento médico.

Conclusão

A halitose crônica indica que há um problema subjacente na boca, nas vias respiratórias ou no sistema digestivo. Controlá-la exige identificar com precisão a causa e tratar os fatores envolvidos, seja por procedimentos odontológicos, ajustes na higiene ou intervenções médicas. Se você está desconfortável com seu hálito, entre em contato com a Clínica Orthos de Joinville e agende uma visita com um de nossos especialistas.