Gengiva inflamada ou sangrando: O que pode ser? É comum que muitas pessoas notem, ao escovar os dentes ou usar o fio dental, um leve sangramento ou uma sensação de inchaço na gengiva. Às vezes, esse incômodo é temporário e desaparece com uma melhora na higiene, mas pode acontecer um agravamento do quadro, se não tratado. O que poucos sabem é que gengiva inflamada ou sangrando não deve ser visto como algo normal. Na realidade, esse é um sinal de alerta do organismo e merece atenção, porque pode indicar o início de doenças periodontais que, sem tratamento, podem evoluir para situações mais sérias e até levar à perda de dentes.
A gengiva saudável tem uma coloração rosa-pálida, contorno bem definido e não sangra ao toque. Quando começa a apresentar edema, vermelhidão ou sangramento, estamos diante de um quadro inflamatório, quase sempre associado à presença de placa bacteriana. As bactérias precisam ser removidas totalmente para que não liberem toxinas irritantes para os tecidos gengivais, o que gera a inflamação.
Nos estágios iniciais, essa condição é chamada de gengivite. Embora seja reversível com o devido cuidado e acompanhamento odontológico, se negligenciada pode evoluir para uma doença periodontal mais complexa: a periodontite. Nesta fase, além da inflamação gengival, há destruição progressiva dos tecidos de suporte do dente, como ligamento periodontal e osso alveolar. A gengiva começa a retrair, formam-se bolsas periodontais e, com o tempo, o dente pode se tornar móvel.
A periodontite é uma doença bastante comum. Dados da Sociedade Brasileira de Periodontia mostram que cerca de 30% da população adulta apresenta algum grau de doença periodontal, muitas vezes sem saber. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce, feito por meio de uma avaliação detalhada em consultório.
Leia mais a seguir para entender os motivos de ter uma gengiva inflamada ou sangrando!
O que causa periodontite?
A causa mais frequente desse quadro continua sendo a higiene bucal inadequada. A placa bacteriana acumulada, ausência de uso de fio dental e intervalos longos entre as consultas de manutenção periodontal favorecem o surgimento e agravamento da inflamação. Alterações hormonais, como ocorre na gravidez ou na menopausa, doenças crônicas como diabetes mal controlada e o hábito de fumar intensificam a resposta inflamatória das gengivas. Além disso, certos medicamentos afetam a saúde gengival e elevam o risco de sangramento, inflamação ou aumento do volume da gengiva.
Quais os sintomas da periodontite?
O sintoma mais evidente costuma ser o sangramento, mas outros sinais também devem ser observados: gengiva inchada, mudanças na coloração, dor ao mastigar, retração gengival e halitose persistente. Todos esses sintomas indicam que o problema está avançando e que a integridade dos tecidos periodontais já pode estar comprometida.
Diagnóstico da periodontite
O diagnóstico correto exige uma abordagem clínica completa. O dentista especializado avalia visualmente os tecidos, mede a profundidade das bolsas periodontais e verifica a presença de placa subgengival e cálculos. Os exames de imagem podem ser utilizados para verificar o nível ósseo ao redor dos dentes. Com base nessas informações, o profissional pode determinar o estágio da doença e traçar o plano de tratamento adequado.
Tratamento da periodontite
Nos casos mais leves, o tratamento consiste na remoção cuidadosa da placa e do tártaro, instrução de higiene personalizada e reavaliações periódicas. Por outro lado, nos casos mais avançados, procedimentos de raspagem subgengival profunda e, eventualmente, cirurgia periodontal pode ser necessária para restaurar a saúde dos tecidos. No entanto, é fundamental que o paciente compreenda que a manutenção, com visitas regulares ao dentista, é o que garante o controle da doença ao longo do tempo.
Alguns estudos vêm mostrando uma relação estreita entre doenças periodontais e problemas de saúde sistêmica, como maior risco cardiovascular, complicações na gravidez e impacto negativo no controle glicêmico de pacientes diabéticos. Isso reforça a ideia de que a gengiva inflamada não deve ser tratada apenas como um problema local, mas como parte de um cuidado integral com a saúde.
Desse modo, para preservar a saúde periodontal, é essencial adotar uma rotina diária de escovação eficaz, uso regular do fio dental e consultas periódicas com o dentista. Além disso, fatores como alimentação balanceada, controle de doenças sistêmicas e abandono do tabagismo contribuem para a manutenção da integridade gengival.
Fatores que contribuem para o desenvolvimento das doenças periodontais
Conforme mencionado anteriormente, o principal fator desencadeante das doenças periodontais é a presença de placa bacteriana. A higiene oral inadequada permite o acúmulo desse biofilme, que se mineraliza e forma o cálculo dentário, dificultando ainda mais a sua remoção. No entanto, outros elementos podem influenciar a progressão e a gravidade do quadro.
Alterações hormonais, na gravidez, na puberdade ou na menopausa, aumentam a o risco de inflamação gengival. Os pacientes diabéticos, especialmente quando com controle glicêmico insatisfatório, apresentam maior risco de desenvolver periodontite devido à resposta inflamatória exacerbada. O tabagismo também é um fator agravante porque interfere na circulação do sangue e na resposta imunológica.
Além disso, o estresse crônico, predisposição genética e o uso prolongado de certos medicamentos também são reconhecidos como fatores de risco para o desenvolvimento e progressão das doenças periodontais.
A importância do diagnóstico e do tratamento precoce da periodontite
O exame clínico detalhado, realizado por um cirurgião-dentista deve ser feito com avaliação visual dos tecidos, sondagem periodontal para medir a profundidade das bolsas e, quando necessário, exames de imagem para verificar o estado do osso alveolar.
Quando o quadro é identificado precocemente, as intervenções são menos invasivas e os resultados mais previsíveis. Na fase de gengivite, a remoção da placa bacteriana e do cálculo, associada a uma melhora nas práticas de higiene bucal, costuma ser suficiente para restaurar a saúde gengival. Em casos de periodontite, o tratamento pode envolver raspagens profundas, cirurgias de acesso e, em situações mais complexas, procedimentos regenerativos. Além disso, a manutenção periodontal contínua, com consultas regulares, é indispensável para controlar a doença e prevenir recidivas.
É perigosa a gengiva inflamada?
Sim, gengiva inflamada pode ser perigosa — não apenas para os dentes, mas também para a saúde do corpo como um todo. Nos primeiros estágios, a inflamação está limitada à gengiva, condição chamada de gengivite. Mas se não for tratada, essa inflamação se aprofunda e atinge os tecidos de suporte dos dentes, como o osso alveolar e o ligamento periodontal. Essa progressão leva à periodontite, que é uma doença infecciosa e destrutiva. Ao longo do tempo, ela pode causar mobilidade dental e, nos casos mais avançados, a perda irreversível dos dentes.
Além disso, há implicações sistêmicas sérias. Diversos estudos já estabeleceram conexões entre doenças periodontais e aumento no risco de complicações cardiovasculares, descontrole glicêmico em diabéticos e partos prematuros em gestantes. Isso acontece porque a inflamação bucal crônica libera mediadores inflamatórios na corrente sanguínea, impactando outros órgãos.
Portanto, gengiva inflamada não é um incômodo isolado. É um alerta. O tratamento precoce, feito por um dentista, evita complicações e protege a saúde bucal e geral do paciente. Ignorar esses sinais é subestimar o impacto que a saúde gengival tem no organismo como um todo.
Quanto tempo leva para a gengiva desinflamar?
O tempo para a gengiva desinflamar varia conforme a gravidade da inflamação e o comprometimento dos tecidos, mas em casos leves — como a gengivite inicial — é possível observar melhora significativa em cerca de 7 a 14 dias, desde que haja intervenção adequada.
Se o paciente adotar uma rotina rigorosa de higiene bucal, com escovação eficiente, uso correto do fio dental e, principalmente, realizar a remoção profissional da placa e do tártaro, a resposta gengival costuma ser rápida, o que não dispensa a limpeza em consultório, na maioria dos casos.
Porém, em quadros mais avançados, como na periodontite, a inflamação pode persistir por mais tempo, sendo necessária a raspagem subgengival e outros procedimentos clínicos, além do controle de fatores sistêmicos que retardam a cicatrização.
Ou seja: a gengiva pode começar a desinflamar em poucos dias, mas a reversão completa do quadro — especialmente se for crônico — exige acompanhamento, disciplina e, muitas vezes, manutenção periódica com o periodontista. Quanto antes a inflamação for tratada, mais rápido e previsível é o resultado.
Quanto tempo dura a gengivite?
A gengivite pode durar algumas semanas ou até meses, dependendo da resposta do paciente e das medidas adotadas. Importante notar que ela não desaparece sozinha — persiste enquanto houver acúmulo de placa bacteriana e ausência de higiene adequada.
Nos casos mais leves com tratamento imediato, a gengivite pode regredir completamente em cerca de 7 a 14 dias. Mas se for negligenciada, ela se mantém ativa de forma crônica e silenciosa, podendo evoluir para periodontite, que já envolve perda óssea e, muitas vezes, não tem reversão total.
É importante entender que a gengivite é uma inflamação reversível, mas não autolimitada. Ou seja, ela só melhora quando há interrupção do fator causal — principalmente o biofilme bacteriano acumulado na margem gengival. Por isso, a consulta odontológica não deve ser adiada.
Quais são os sintomas da gengivite hormonal?
A gengivite hormonal é uma forma de inflamação gengival associada a alterações nos níveis hormonais, especialmente em fases como a puberdade, gravidez, uso de anticoncepcionais e menopausa. As flutuações hormonais modificam a resposta dos tecidos gengivais à presença da placa bacteriana, tornando a gengiva mais sensível e reativa mesmo com um acúmulo discreto de biofilme.
Os principais sintomas da gengivite hormonal são:
- Inchaço visível da gengiva, com aspecto mais arredondado ou volumoso;
- Vermelhidão intensa, principalmente na margem gengival;
- Sangramento fácil, ao escovar ou passar o fio dental, às vezes até espontâneo;
- Sensibilidade local, mesmo em regiões que antes não causavam desconforto;
- Alterações no contorno gengival, que pode parecer mais espesso ou irregular;
- Em alguns casos, mau hálito persistente.
Durante a gravidez, por exemplo, essa condição pode evoluir para a chamada gengivite gravídica, que aparece geralmente no segundo trimestre. Já em adolescentes, o quadro costuma ser mais localizado, especialmente em regiões com maior acúmulo de placa.
Embora o fator hormonal aumente a suscetibilidade, o gatilho continua sendo a placa bacteriana. Por isso, manter a higiene bucal em dia e realizar limpezas profissionais periódicas é fundamental para evitar complicações. O dentista pode adaptar o plano de tratamento para cada fase, respeitando as particularidades hormonais do momento.
Como saber se estou com infecção na gengiva?
Você pode estar com uma infecção na gengiva quando nota sintomas persistentes e progressivos, que vão além de um simples sangramento ocasional. O organismo costuma dar sinais claros de que algo está errado nos tecidos periodontais.
Os sinais mais comuns de infecção na gengiva são:
- Dor localizada ou pulsátil, que pode irradiar para dentes próximos ou até para a mandíbula;
- Gengiva muito inchada, às vezes com presença de pus ou secreção purulenta visível;
- Sangramento frequente, mesmo sem estímulo direto;
- Mau hálito forte e constante, que não melhora com escovação ou enxaguante;
- Gosto ruim na boca, especialmente metálico ou amargo;
- Mobilidade dentária, em casos mais avançados;
- Febre baixa e sensação de mal-estar geral, quando a infecção já ultrapassa os limites locais.
Na maioria dos casos, a infecção tem origem em uma bolsa periodontal profunda, em que as bactérias se acumulam e provocam destruição dos tecidos internos. Também pode surgir após um trauma, uma extração mal cicatrizada ou mesmo pela propagação de uma cárie profunda que atinge a raiz.
O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um dentista, que pode usar instrumentos de sondagem e exames de imagem para identificar a extensão da infecção. O tratamento pode incluir raspagem, drenagem de abscesso, antibióticos sistêmicos e, nos casos mais severos, procedimentos cirúrgicos para descontaminação e reparo.
Se você suspeita de infecção na gengiva, não espere os sintomas piorarem. O atraso no atendimento aumenta o risco de perda óssea, comprometimento de dentes saudáveis e disseminação da infecção para outras regiões da boca ou até do corpo.Parte superior do formulário
Por isso, se você está apresentando algum sintoma ou incomodo bucal, conte com a clínica Orthos para fazer uma avaliação da sua saúde bucal. Entre em contato conosco e agende uma visita!
